TORPOR
Quente! Sente? Se aconchegue
O que ecoa permanece longe
Paira junto a meus fantasmas e não se despede
Me exaure, renova, não quer que eu me entregue.
A brasa embranquece, vira estrume
A folha apodrece como de costume
As mãos reluzem em cultivar memórias
As mesmas insistem nessa antiga história.
Confuso? Mais claro do que se imagina
O escuro enquanto margem, uma velha menina
E os prazeres, prezado, encolhem assim que dilatam
Desce doendo e se instala, o silêncio grita mais alto.
Se mantenha iminente
Desconhecida estrada
O peso das minhas costas está guardado no quintal da minha casa.
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